Doçi Papiaçam di Macau

FILIPA QUEIROZ


Também chamado de crioulo macaense, macaísta chapado ou simplesmente patuá. É uma língua de base portuguesa originada em Macau, por volta do século XVI. Segundo o Wikipédia,  hoje em dia já poucos milhares dominam a língua, ela que em tempos terá sido muito importante para a comunicação entre macaenses, chineses e portugueses. Como? Misturando influências de ambas. Mais uma pitadinha de malaio ali, outra de cingalês ali, inglês, tailandês, espanhol e algumas borrifadelas de línguas indianas. O resultado fala por si:

Masqui ramendá unga tosco bote,
Largado na mar co ónda picánte,
Quim pôde isquecê acunga dote
Qui já dá vôs grandura di gigánte!
Pa quim buscá luz, vôs sandê candia;
Quim passá fome, vêm aqui têm pám;
Pa quim ta fuzi, susto ventania,
Vôs dá teto co paz na coraçám.

O poema é de José dos Santos Ferreira, um dos poucos poetas locais a utilizar o…

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Dois Cinemas, Dois Destinos

Quando já tudo parecia indicar que o seu destino seria o camartelo, o edifício do antigo cinema Águia d’Ouro renasce das cinzas (mesmo que só a fachada) e dá lugar a um hotel.

Quando o cinema ainda funcionava.

Quando o cinema ainda funcionava.

De 1989 a 2011 esteve neste estado.

De 1989 a 2011 esteve neste estado.

E agora de cara limpa.

E agora de cara limpa.

Existe um artigo mais completo no site Cinemas do Porto. Poderá também ser consultado o site do hotel.

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A poucos passos do Águia d’Ouro fica o antigo Cinema Batalha. Até há poucos meses, o destino deste edifício emblemático da Baixa portuense parecia incerto. Classificado como imóvel de interesse público, sòmente em Novembro do ano passado, esta obra assinada pelo arquitecto Artur Andrade e inaugurada em 1947 é de grande originalidade e beleza estetécticas.

Quando o Batalha era cinema.

Quando o Batalha era cinema.

Foi com satisfação que, ao procurar dados para este artigo, dei com a notícia de que o Batalha foi salvo e, ainda por cima, com dignidade.

Devo ressalvar, que este foi talvez o cinema que mais frequentei na minha infância e do qual tenho agradáveis recordações, bem como lembranças ainda bastante vivas do seu belo interior.

Pois bem, o Batalha vai, muito em breve, passar a ser a Casa do Cinema do Porto. Bela iniciativa e feliz escolha! O Porto bem a merece, já que foi por ele (através de Aurélio Paz dos Reis) que o cinema entrou em Portugal e aqui nasceu e fez seus primeiros filmes o nosso maior cineasta que aliás se irá envolver na criação desta intituição.

O Frigorífico do Peixe de Massarelos (Porto)

Há décadas (nem me lembro quantas) que sempre que dava aquele passeio, tão do meu agrado, pela marginal do Douro, no Porto, reparavava demoradamente e com crescente indignação, num edifício muito degradado, mas que, mesmo assim, deixava transparecer o que outrora deveria ter sido mais um dos muitos e belos exemplares da arquitectura modernista no Porto.

Para ilustrar o que digo, eis uma fotografia que tirei, há alguns meses, ao referido edifício:

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Na altura, não tive como saber que edifício era este. Contudo, depois de muito pesquisar na Net, fiquei a saber do que se tratava.

Classificado como imóvel de interesse público em 1977 (ver link do IGESPAR), esta construção dos anos 30 do século passado, com desenho do arquitecto Januário Godinho, teve a função, até aos anos 60, de lota do peixe.

Há uma descrição mais pormenorizada deste imóvel neste link da Universidade do Porto.

No Porto, como em todo o país, muito património foi irremediavelmente destruído, mas também muito foi recuperado. Um exemplo recente disso foi a transformação do antigo cinema Águia d’Ouro. E, segundo apurei no site Porto24, será também esta a solução para o antigo Entreposto Frigoríco do Peixe de Massarelos. A sua localização é previlegiada — de frente para o rio e ao lado do museu da STCP.

Este escapou, como décadas de abandono, mas escapou. E o antigo edifício do CLIP, na Foz do Douro escapará, já que não é mais que um esquelecto exposto aos anos, às intempéries e à estupidez de quem de direito (ou indireito)?

Ruin'Art-1218A imagem acima foi tirada do excelente blog Ruin’Arte que tem um artigo sobre este assunto.

São Mamede de Infesta – cidade com ares de aldeia

Fica pegada ao Porto, apenas uma estrada (Estrada da Circunvalação) separa estas duas cidades. Contudo, São Mamede de Infesta tem ares e espírito aldeãos. Aqui não há cimento ao alto, pelo contrário, até há muito arvoredo; aqui todos se conhecem, o que para mim é maçador, acostumada que estava ao anonimato das grandes cidades.

Embora tenha vindo aqui cair de pára-quedas (passo a expressão), já que o que tencionava era viver na cidade do Porto, simpatizo com São Mamede.

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Já tenho visto abaterem aqui umas quantas árvores, mas esta ficou, bela e frondosa, no meio de um cruzamento. 

Clique aqui para ver album de imagens de São Mamede.

Mais Um Elevador “Escondido”

A Rainha [D. Maria Pia esposa de D. Luís I], que era uma mulher gastadora (dizia muitas vezes “Quem quer rainhas paga-as!”), decorou o Palácio da Ajuda segundo a nova moda de França e um dos pormenores mais deliciosos de todo o Palácio, que nem sempre as guias mostram aos visitantes é o elevador privado da rainha. As fotografias que vos mostro de seguida foram-me enviadas pela seguidora misteriosa

É um compartimento delicioso, apainelado, com espelhos e com pequenos sofás inevitavelmente capitonnés. Todo ele é um pequeno luxo, que nos ajuda a distrair destes tempos de chumbo que se avizinham.

Texto retirado do blog “Velharias”.

O Antigo Sanatório da Covilhã

O Sanatório da Covilhã

Li, há pouco, no blog Covilhã, Cidade Fábrica, Cidade Granja um excelente artigo sobre o antigo Sanatório da Covilhã. É que, há dias, comecei a interessar-me pela história dos sanatórios em Portugal (que não sei se já alguém a escreveu).

Este artigo contém um elucidativo video que resume a história deste imóvel.

Fiquei também a saber que a Enatur adquiriu do dito imóvel que brevemente abrirá como uma belíssima pousada.

Antigo sanatório com luz verde para pousada – Portugal – DN.

A futura Pousada da Serra da Estrela

Mais Um Projecto Interessante

Desta vez a iniciativa é da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. O site do Projecto Marcas da Ciências e das Técnicas pelas Ruas de Lisboa visa disponibilizar instrumentos que propiciem bons hábitos de descoberta e momentos de bem-estar, fornecendo pistas para sentir o pulsar dos bairros históricos lisboetas, num melhor e mais perdurante aproveitamento científico e técnico, e, por isso mesmo, também cultural.

Neste site pode-se obter documentação e/ou informação sobre instituições, estabelecimentos, ruas de Lisboa, ligadas à cultura, à indústria, etc.

Gravura do Colégio do Nobres retirada do referido site.

Como exemplo poderei citar a ficha relativa ao Beco do Colégio dos Nobres onde se pode encontrar informação sobre esse antigo estabelecimento de ensino.

Agra

A aldeia de Agra fica a cerca de 50 quilómetros de Braga — mas nada, no seu cenário, parece indicá-lo. À entrada, passa-se pela ponte românica da Parada que atravessa o rio Ave (nasce ali perto). Chovia torrencialmente e a aldeia surgiu como uma obra do impressionista Manet: as casas típicas, feitas de pedra, preenchiam as ruas estreitas, com latadas suspensas nas cordas da chuva e luzes foscas a tremeluzirem aqui e ali. A pequena igreja de São Lourenço, bem no meio da povoação, abria a porta com uma quente promessa de aconchego sereno, mas decidimos rodear o cruzeiro, roçando as Alminhas a escorrer água e, por mais ruas estreitas, regressar à estrada principal, entre muros de pedra solta e escura, onde passavam algumas vacas, tão encharcadas pela chuva que pareciam pintadas a pastel.

Classificada como Aldeia de Portugal em 2005, Agra é um pequeno conjunto de casas tradicionais daquela zona montanhosa, com alguns exemplos — as casas de Fundevila (1803), do Cruzeiro (1879), das Cortinhas (1678) e do Cabo (1748) — perfeitamente preservados, a constituírem alguns dos pólos de atracção da povoação. Cercada por campos verdes e árvores centenárias, Agra é um hino à natureza no seu mais puro estado, prenhe de silêncio, onde apetece descansar e ficar ali, quieto, olhando o vento nas ramadas frementes e cheirar a serra — da Cabreira — mesmo ao lado.

Texto e imagem retirados do site “AutoanDRIVE“.