Agra

A aldeia de Agra fica a cerca de 50 quilómetros de Braga — mas nada, no seu cenário, parece indicá-lo. À entrada, passa-se pela ponte românica da Parada que atravessa o rio Ave (nasce ali perto). Chovia torrencialmente e a aldeia surgiu como uma obra do impressionista Manet: as casas típicas, feitas de pedra, preenchiam as ruas estreitas, com latadas suspensas nas cordas da chuva e luzes foscas a tremeluzirem aqui e ali. A pequena igreja de São Lourenço, bem no meio da povoação, abria a porta com uma quente promessa de aconchego sereno, mas decidimos rodear o cruzeiro, roçando as Alminhas a escorrer água e, por mais ruas estreitas, regressar à estrada principal, entre muros de pedra solta e escura, onde passavam algumas vacas, tão encharcadas pela chuva que pareciam pintadas a pastel.

Classificada como Aldeia de Portugal em 2005, Agra é um pequeno conjunto de casas tradicionais daquela zona montanhosa, com alguns exemplos — as casas de Fundevila (1803), do Cruzeiro (1879), das Cortinhas (1678) e do Cabo (1748) — perfeitamente preservados, a constituírem alguns dos pólos de atracção da povoação. Cercada por campos verdes e árvores centenárias, Agra é um hino à natureza no seu mais puro estado, prenhe de silêncio, onde apetece descansar e ficar ali, quieto, olhando o vento nas ramadas frementes e cheirar a serra — da Cabreira — mesmo ao lado.

Texto e imagem retirados do site “AutoanDRIVE“.

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