Tapeçarias de Pastrana – Panos de História

Como sempre penso, todos os dias se aprende alguma coisa. E assim, outro dia, vendo os títulos de um blog interessante, dei com um artigo sobre as “Tapeçaria de Pastrana“.

Confesso a minha ignorância, já que nunca tinha ouvido falar nelas. Por isso, fui consultar a Net para obter mais informação. Li o artigo completo do evento descrito no dito blog e que está no site de “O Público”, com o título: “As míticas Tapeçarias de Pastrana estão em Lisboa“.

Exposição das Tapeçarias de Pastrana no Museu Nacional de Arte Antiga.

Contudo aquelas tapeçarias não me eram estranhas e lembrei-me que tinha visto algo no género no Paço Ducal em Guimarães. Na verdade (e tal é referido no artigo d’OPúblico), eu tinha era visto as suas cópias. Soube disso ao consultar um site vimaranense onde se lê o seguinte:

Das colecções existentes destaca-se pelo seu valioso contributo para a história dos Descobrimentos Portugueses, o conjunto das quatro cópias das tapeçarias de Pastrana cujo desenho é atribuído ao pintor Nuno Gonçalves (séc. XV), que narram alguns dos passos das conquistas do norte de África, nomeadamente Arzila e Tânger. Os originais foram mandados executar em Tournai, no século XV pelo rei português D. Afonso V encontrando-se hoje em Espanha. As cópias (únicas) foram adquiridas pelo Estado Português em 1957 sendo executadas em Espanha pela Real Fábrica de Tapices de Madrid. (Fonte: Guimarães Turismo)

Cópias das Tapeçarias de Pastrana no Paço dos Duques de Bragança em Guimarães.

Informação mais completa sobre as Tapeçarias de Pastrana pode-se ler no site do Instituto Camões.

Ainda no campo da tapeçaria artística (ou panos de armar), recordo-me de ter visto referidas, num programa de televisão, tapeçarias flamengas pertencentes ao espólio do Museu de Lamego. No site da Câmara Municipal desta cidade pode ler-se o seguinte:

As tapeçarias Flamengas do Museu de Lamego constituem o núcleo mais importante dos panos de armar dos museus portugueses (Flórido, 1974). São magníficos exemplares do fabrico de Bruxelas do primeiro terço do século XVI. Em número de seis, foram adquiridos entre 1525 e 1535 para decorarem o paço episcopal. Representam: A Música, O Templo de Latona, Laio consulta o oráculo, Édipo em Tebas e Édipo e a rainha Jocasta.

Tapeçarias flamengas no Museu de Lamego.

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