o “primus inter pares”, por ssru

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Quem assistiu às suas aulas, recorda com saudade o colossal génio de um homem carinhoso. A nossa última aula permanece ainda gravada na memória colectiva, sobretudo aquela ovação final da sala em pé, que estremeceu todos os corpos vivos. Ter tido o privilégio de entrar em sua casa foi quase deambular num santuário onde se respirava a verdade do Universo. O Mestre Fernando Távora era tudo isto e muito mais!

O mês de Outubro é o tempo de celebrar a arquitectura e relembrar Távora. Os Arquitectos Portugueses reconhecem a sua genialidade, a Universidade do Porto considera-o uma Figura Eminente, mas o Porto ainda lhe deve o tributo merecido. Como ele escreveu: “Deixar morrer a cidade portuguesa, como vem acontecendo no nosso quotidiano, é um acto de suicídio colectivo”.

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“Fernando Távora Homenageado como Figura Eminente 2013”, in UPORTO Alumni 18

Anualmente, a U.Porto celebra um dos seus primus…

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Doçi Papiaçam di Macau

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Também chamado de crioulo macaense, macaísta chapado ou simplesmente patuá. É uma língua de base portuguesa originada em Macau, por volta do século XVI. Segundo o Wikipédia,  hoje em dia já poucos milhares dominam a língua, ela que em tempos terá sido muito importante para a comunicação entre macaenses, chineses e portugueses. Como? Misturando influências de ambas. Mais uma pitadinha de malaio ali, outra de cingalês ali, inglês, tailandês, espanhol e algumas borrifadelas de línguas indianas. O resultado fala por si:

Masqui ramendá unga tosco bote,
Largado na mar co ónda picánte,
Quim pôde isquecê acunga dote
Qui já dá vôs grandura di gigánte!
Pa quim buscá luz, vôs sandê candia;
Quim passá fome, vêm aqui têm pám;
Pa quim ta fuzi, susto ventania,
Vôs dá teto co paz na coraçám.

O poema é de José dos Santos Ferreira, um dos poucos poetas locais a utilizar o…

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O Mercado do Campo de Santa Clara (Lisboa)

Enquanto lisboeta e amante da Arquitectura do Ferro do séc. XIX, é lamentável nunca ter reparado neste mercado em tampouco na sua linda entrada principal.

Partilho aqui um excelente artigo do blog “Ruas de Lisboa com alguma História” sobre o referido edifício.

http://aps-ruasdelisboacomhistria.blogspot.pt/2011/01/campo-de-santa-clara-ii.html?showComment=1403045482086&m=1#c7247000542498531710

Ventura Terra numa Avenida do Bairro Jardim a Telheiras

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na «Ilustração Portuguesa» de 04.07.1904

na «Ilustração Portuguesa» de 04.07.1904

O arquitecto Miguel Ventura Terra que almejou 4 Prémios Valmor, dá nome a uma Avenida do Bairro Jardim a Telheiras, a que era a Avenida nº 6, desde a publicação do Edital de 31/03/1932.

O mesmo edital consagrou no mesmo Bairro, o 1º Director do Instituto de Cegos de Lisboa, Branco Rodrigues na Rua A e, o músico Filipe Duarte, na Rua B.

Miguel Ventura Terra (Seixas do Minho/14.07.1866 – 30.04.1919/Lisboa) estudou Arquitectura, Pintura e Escultura na Academia Portuense de Belas-Artes (1881-1886), tendo de seguida ido para Paris, como pensionista do Estado na classe de Arquitectura Civil, onde frequentou a École des Beaux-Arts (recebendo o diploma de arquitecto de 1ª classe) e o atelier do arquitecto Victor Laloux.

Da sua vasta obra destacamos o que projectou e foi erguido na cidade de Lisboa: a remodelação da Câmara dos deputados (1896); o pedestal do monumento ao Marechal…

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O Mestre Alberto Ferreira e a Turma do Liceu Camões

L.Garcez:

Também eu entrei para o Camões nesse ano lectivo – o de 1971/72.

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ccunha

Cecília Cunha, que a partir de hoje é colaboradora deste blogue, descobriu-o logo nos primeiros dias da sua existência: é dela o mail que aqui se refere. Foi também a professora de 12º ano que organizou a visita a Peniche, que a Sarah P. Saint-Maxent descreveu. Joana Lopes

 
Um texto de Cecília Cunha (*)

Gostaria de relembrar o liceu Camões (faz este ano cem anos). Vejo-o, primeiro que tudo, como um espaço composto por espaços: o ginásio, as salas, os corredores… Sobressaem no conjunto, no entanto, aqueles dois pátios: esquadrias cuidadosas, gizadas pela mão do arquitecto, feitas para albergar gerações. Nós fomos mais uma.

Chegámos antes de Alberto Ferreira, raparigas alinhadas para sermos um presente dos anos setenta dado à história do liceu: íamos inaugurar a «secção feminina» em sessão solene. O reitor chamou-nos para avisar (o dedo em riste) que estávamos ali por favor, que aquele era…

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