Ventura Terra numa Avenida do Bairro Jardim a Telheiras

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na «Ilustração Portuguesa» de 04.07.1904

na «Ilustração Portuguesa» de 04.07.1904

O arquitecto Miguel Ventura Terra que almejou 4 Prémios Valmor, dá nome a uma Avenida do Bairro Jardim a Telheiras, a que era a Avenida nº 6, desde a publicação do Edital de 31/03/1932.

O mesmo edital consagrou no mesmo Bairro, o 1º Director do Instituto de Cegos de Lisboa, Branco Rodrigues na Rua A e, o músico Filipe Duarte, na Rua B.

Miguel Ventura Terra (Seixas do Minho/14.07.1866 – 30.04.1919/Lisboa) estudou Arquitectura, Pintura e Escultura na Academia Portuense de Belas-Artes (1881-1886), tendo de seguida ido para Paris, como pensionista do Estado na classe de Arquitectura Civil, onde frequentou a École des Beaux-Arts (recebendo o diploma de arquitecto de 1ª classe) e o atelier do arquitecto Victor Laloux.

Da sua vasta obra destacamos o que projectou e foi erguido na cidade de Lisboa: a remodelação da Câmara dos deputados (1896); o pedestal do monumento ao Marechal…

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O Mestre Alberto Ferreira e a Turma do Liceu Camões

L.Garcez:

Também eu entrei para o Camões nesse ano lectivo – o de 1971/72.

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ccunha

Cecília Cunha, que a partir de hoje é colaboradora deste blogue, descobriu-o logo nos primeiros dias da sua existência: é dela o mail que aqui se refere. Foi também a professora de 12º ano que organizou a visita a Peniche, que a Sarah P. Saint-Maxent descreveu. Joana Lopes

 
Um texto de Cecília Cunha (*)

Gostaria de relembrar o liceu Camões (faz este ano cem anos). Vejo-o, primeiro que tudo, como um espaço composto por espaços: o ginásio, as salas, os corredores… Sobressaem no conjunto, no entanto, aqueles dois pátios: esquadrias cuidadosas, gizadas pela mão do arquitecto, feitas para albergar gerações. Nós fomos mais uma.

Chegámos antes de Alberto Ferreira, raparigas alinhadas para sermos um presente dos anos setenta dado à história do liceu: íamos inaugurar a «secção feminina» em sessão solene. O reitor chamou-nos para avisar (o dedo em riste) que estávamos ali por favor, que aquele era…

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Dois Cinemas, Dois Destinos

Quando já tudo parecia indicar que o seu destino seria o camartelo, o edifício do antigo cinema Águia d’Ouro renasce das cinzas (mesmo que só a fachada) e dá lugar a um hotel.

Quando o cinema ainda funcionava.

Quando o cinema ainda funcionava.

De 1989 a 2011 esteve neste estado.

De 1989 a 2011 esteve neste estado.

E agora de cara limpa.

E agora de cara limpa.

Existe um artigo mais completo no site Cinemas do Porto. Poderá também ser consultado o site do hotel.

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A poucos passos do Águia d’Ouro fica o antigo Cinema Batalha. Até há poucos meses, o destino deste edifício emblemático da Baixa portuense parecia incerto. Classificado como imóvel de interesse público, sòmente em Novembro do ano passado, esta obra assinada pelo arquitecto Artur Andrade e inaugurada em 1947 é de grande originalidade e beleza estetécticas.

Quando o Batalha era cinema.

Quando o Batalha era cinema.

Foi com satisfação que, ao procurar dados para este artigo, dei com a notícia de que o Batalha foi salvo e, ainda por cima, com dignidade.

Devo ressalvar, que este foi talvez o cinema que mais frequentei na minha infância e do qual tenho agradáveis recordações, bem como lembranças ainda bastante vivas do seu belo interior.

Pois bem, o Batalha vai, muito em breve, passar a ser a Casa do Cinema do Porto. Bela iniciativa e feliz escolha! O Porto bem a merece, já que foi por ele (através de Aurélio Paz dos Reis) que o cinema entrou em Portugal e aqui nasceu e fez seus primeiros filmes o nosso maior cineasta que aliás se irá envolver na criação desta intituição.

O Frigorífico do Peixe de Massarelos (Porto)

Há décadas (nem me lembro quantas) que sempre que dava aquele passeio, tão do meu agrado, pela marginal do Douro, no Porto, reparavava demoradamente e com crescente indignação, num edifício muito degradado, mas que, mesmo assim, deixava transparecer o que outrora deveria ter sido mais um dos muitos e belos exemplares da arquitectura modernista no Porto.

Para ilustrar o que digo, eis uma fotografia que tirei, há alguns meses, ao referido edifício:

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Na altura, não tive como saber que edifício era este. Contudo, depois de muito pesquisar na Net, fiquei a saber do que se tratava.

Classificado como imóvel de interesse público em 1977 (ver link do IGESPAR), esta construção dos anos 30 do século passado, com desenho do arquitecto Januário Godinho, teve a função, até aos anos 60, de lota do peixe.

Há uma descrição mais pormenorizada deste imóvel neste link da Universidade do Porto.

No Porto, como em todo o país, muito património foi irremediavelmente destruído, mas também muito foi recuperado. Um exemplo recente disso foi a transformação do antigo cinema Águia d’Ouro. E, segundo apurei no site Porto24, será também esta a solução para o antigo Entreposto Frigoríco do Peixe de Massarelos. A sua localização é previlegiada — de frente para o rio e ao lado do museu da STCP.

Este escapou, como décadas de abandono, mas escapou. E o antigo edifício do CLIP, na Foz do Douro escapará, já que não é mais que um esquelecto exposto aos anos, às intempéries e à estupidez de quem de direito (ou indireito)?

Ruin'Art-1218A imagem acima foi tirada do excelente blog Ruin’Arte que tem um artigo sobre este assunto.

A Wikipédia também se faz a partir do Porto.

Desde que me mudei para o Porto que me queixo frequentemente da falta de eventos culturais e até mesmo dum nível bem inferior ao de Lisboa. É claro que os portuenses ficarão ofendidos com este meu modo de ver as coisas, porque, ao fim e ao cabo, o que é preciso é procurar.

Vejo semanalmente o excelente (e premiado) programa do Porto Canal, da autoria do Dr. Joel Cleto “Caminhos da História“, onde muito tenho aprendido. Fiquei inclusive a saber que a Wikipédia em Português também se faz a partir do Porto. Poderá ler neste link um artigo sobre o assunto.

Um “Poema” de Janita Salomé

Gosto muito de Janita Salomé desde que ouvi o álbum “Cantar ao Sol” de 1983. Infelizmente é um cantor/compositor pouco divulgado.

O que me agrada em muitas das músicas dele, são os sons do Magreb que mistura com poesia luso-árabe. Todavia, as suas canções transportam-nos às amplas planuras cálidas do Alentejo.

Para ilustrar, escolhi uma das minhas favoritas. É muito pouco conhecida. Chama-se “Poema” e é do álbum de 1987 “Olho de Fogo”. A música de Janita Salomé com o poema de José Bebiano formam um doce embalo que faz sonhar.

Rock Nacional

Não morro de amores por este estilo musical feito em português e só conhecia esta banda de nome. Mas um dia, ao ver umas coisas no YouTube, dei com este vídeo e achei que a música não fica muito a dever ao que se faz nos países anglófonos.